Engenheiro Criativo - Ensinando você a ter soluções criativas para problemas de seu cotidiano

DIY - A Cultura do "Faça Você Mesmo" Revolucionará o Mundo

Desenvolver empresas inovadoras, promover mudanças no ensino, gerar transformação social: a cultura DIY ganha força no Brasil para impulsionar uma nova revolução tecnológica. Seja bem vindo a 4ª Revolução Industrial.

Por Janilton Maciel Ugulino dia em Diversos

DIY - A Cultura do "Faça Você Mesmo" Revolucionará o Mundo
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Ser criativo é ser capaz de criar conexões incomuns. Geralmente os melhores resultados nascem de um olhar inusitado, de associações inesperadas.” (Tadeu Brettas)

Equipados com motores, fios, engrenagens e uma variedade de engenhocas, inventores de todas as idades ocuparam a Casa Branca em 2014 para a realização de uma feira que reúne pessoas interessadas em criar e compartilhar projetos tecnológicos. Entusiasta da utilização de impressoras 3D, cortadoras a laser e softwares de código livre para modelagem de peças, o então presidente norte-americano Barack Obama afirmou que apoiar o movimento DIY era essencial para fomentar uma nova revolução industrial.

Assim como o ex-líder dos Estados Unidos, milhares de pessoas ao redor do mundo apostam em uma nova maneira de conceber suas ideias, coisas que foram discutidas até no ultimo Fórum Mundial Econômico em 2016 em Davos. Saem de cena as grandes linhas de produção industriais e são introduzidas máquinas baratas, capazes de fabricar diferentes itens e que são operadas de maneira simples.

A inovação chegou à fábrica

Agilidade, cooperação, democratização — palavras incorporadas ao vocabulário dos makers e que ajudam a entender as possibilidades dessa nova maneira de desenvolver produtos: graças ao aumento da circulação de informações por conta da revolução digital e ao barateamento de maquinário (veja alguns desses equipamentos no quadro da página ao lado), tirar as ideias do papel nunca foi tão acessível. Se ao longo dos séculos 19 e 20 a fabricação de mercadorias dependia de uma rígida cadeia produtiva e de segredos industriais para proteger a propriedade intelectual, os makers propõem a criação de projetos em espaços abertos e com interação constante entre os inventores.

Com tantas possibilidades para a inovação, os conceitos do movimento DIY ganharam os corredores de grupos econômicos tradicionais. A maioria das empresas, não tenham dúvidas que precisam desenvolver produtos, através de serviços com maior agilidade, mas essas mercadorias ficam cada vez menos tempo no mercado, que realiza projetos para educação e inovação. Há a necessidade de uma mudança de cultura, para que a empresa fique mais apta a fazer inovação de maneira aberta e compartilhada.

Até grandes montadoras automotivas recorreram às tecnologias abertas para promover mudanças na linha de montagem: a francesa Renault utiliza impressoras 3D para desenvolver protótipos de peças, em um processo que diminui o tempo de fabricação e reduz os custos finais na área de pesquisa e desenvolvimento. O universo DIY é poderoso quando se apoia na indústria.

Apelidada de “Cinturão Enferrujado”, a zona das antigas cidades fabris dos Estados Unidos ganhou um novo fôlego graças ao surgimento de negócios ligados à cultura DIY: na cidade de Pittsburgh, localizada na região nordeste do país, espaços abertos para desenvolvimento de projetos tecnológicos e pesquisas de engenharia robótica realizadas nas universidades locais fizeram dinamizar o setor econômico e expandir as oportunidades de empregos.

DIY - A Cultura do "Faça Você Mesmo" Revolucionará o MundoFotos de Produtos com impressora 3d - Foto da Internet

Educação na Prática

De acordo com dados da Fundação Lemann, mesmo estudantes de escolas de elite do Brasil apresentam um desempenho em Matemática inferior ao de alunos dos 35 países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para especialistas em educação, a dificuldade dos brasileiros em entender conceitos apresentados em sala de aula seria resolvida com o estudo prático.

A formação de professores ainda vive em um sistema de reprodução que não tem permitido avanços em práticas inovadoras, modelo de ensino prussiano com mais de 200 anos de estaquinação. Ao colocar quatro crianças em uma bancada resolvendo problemas interessantes, você está construindo uma premissa de inovação, temos que aaprender a desenvolver o lado criativo de nossos crianças e não bloquear. Estudos demonstra que professores em locais improváveis e com recursos apenas suficientes são capazes de formar equipes de robótica e dar vez à inventividade dos estudantes.

Exemplos de interação entre a teoria e a prática já estão sendo desenvolvidos. Fundada em 2015, a Escola de Inventor iniciou suas atividades oferecendo cursos de robótica para crianças, que aprendiam o desenvolvimento de programação e a fabricação elétrica e mecânica dos robôs. Com o sucesso das oficinas, os sócios da instituição, localizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, planejam criar uma escola regular para estudantes do Ensino Fundamental.

A experiência com os cursos que já são ministrados anima os fundadores: ao ensinar a construir um sabre de luz, por exemplo, os professores transmitem conceitos dos circuitos elétricos em paralelo. As crianças têm uma relação mais profunda com a aprendizagem ao construir conhecimento por meio de um objeto. Há o fortalecimento do trabalho de equipe e a tolerância ao fracasso: mesmo que um projeto dê errado, isso pode ser o estopim para que se possa melhorar em uma nova etapa.

Autor: Janilton Maciel Ugulino
E-mail: janilton@lean.eng.br

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Olá, deixe seu comentário para DIY - A Cultura do "Faça Você Mesmo" Revolucionará o Mundo

Enviando Comentário Fechar :/